Viagem

Caminho de Farellones no Chile

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Esse foi mais um lugar que eu decidi ir depois de ter visto uma postagem em um blog. A ideia de subir uma cordilheira me deixou muito empolgado. Comecei a pesquisar e aos pouco a ideia foi tomando forma. Comprei as passagens com 10 meses de antecedência. Depois disso já senti que não tinha mais volta. Eu iria mesmo.

Cheguei em Santiago no Chile no dia 07 de julho, uma terça feira. A temporada de ski não estava oficialmente aberta apesar das previsões serem para essa data. A neve não tinha vindo como esperavam e isso me deixou meio triste. Eu queria muito chegar de bike até a neve o poder fazer um click pra registrar o momento. Não quer dizer que não tinha neve. O problema é que ela estava bem mais longe do que eu esperava.

Em frente a mercearia na saída pro pedal.

Em frente a mercearia na saída pro pedal.

Minha família estava comigo, aproveitei a viagem para leva-las para passear. No dia da chegada nos fomos conhecer um pouco da cidade e eu estava me programando para subir a cordilheira na quinta feira. Na quarta de manhã, pesquisando sobre a previsão do tempo, vi que a possibilidade de chuva para o dia que eu queria subir tinha aumentado muito. Naquele instante decidi que tinha que subir aquela hora. Montei a bicicleta que ainda estava na mala bike e fui me arrumar. Isso atrasou um pouco minha partida. Mas era melhor do que enfrentar chuva no pedal.

O hotel que eu estava hospedado era no centro. Sai do hotel e parei em uma mercearia para encher minhas garrafas de água e comprar algumas coisas pra comer. Pra eu poder chegar ao pé da cordilheira eu tive que pedalar 17 quilômetros pegando a avenida Las Condes. Durante esse percurso, ainda dentro da cidade, você consegue avistar o topo da cordilheira. É muito legal você ter essa vista da cidade, aliais a cidade de Santiago é muito legal!!! Começo a pedalar a subida e aos poucos vou deixando a cidade e entrando na cordilheira. Eu nem acreditava. Depois de tanto tempo eu estava pedalando na Cordilheira do Andes!!! Que legal!!!

As subidas começam leves e vão ganhando inclinação conforme você vai avançando pra dentro das montanhas. A mochila que eu carregava minhas coisas começou a pesar nas minhas costas. Resolvi tirar ela e apoia-la em cima do guidão. A mochila que eu estava usando era no estilo Camelbeck. Dentro eu carregava dois litros de água, uma maça, duas bananas e um pacote de bolacha. Além disso eu tinha mais uma par de luvas, um gorro e uma blusa. Afinal de contas eu não podia passar frio lá em cima. Levei também dois gel repositor de carboidrato e minhas duas garrafinhas de água presa no suporte da bicicleta. Minha máquina fotografia estava em uma bolsa de guidão e a gopro no bolso.

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Depois de alguns quilometros subindo a gente entra em uma bifurcação a direita e começa o Caminho de Farellones. Nesse trecho a montanha é mais íngreme e a estrada começa a fazer curvas tipo cotovelo. Eu já estava pedalando com as marchas mais leves que eu podia. Eu queria economizar esforço pra poder chegar pelo menos na primeira estação de ski. Já tinha tomado um gel, porém as subidas estavam me cansando. Dessa forma eu fazia algumas paradas para descansar e aproveitava para tirar algumas fotos. O frio também começa aumentar nessa altitude, mas graças a Deus não tinha vento pra aumentar o frio ou atrapalhar meu ritmo de subida.

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Depois 25 quilometros de subidas meu corpo já se sentia bem cansado. Eu fazia algumas paradas de cinco ou dez minutos para descansar e até me recuperava bem, mas quando eu voltava a pedalar, em menos de um quilometro eu já estava cansado novamente e meu corpo não respondia direito. Eu acredito que isso se deve a menor oxigenação devido a altitude. Logo comecei a sentir algumas fisgadas na parte interna da minha coxa da perna direita. Não podia acreditar! Que droga! Ainda faltam pelo menos uns oito quilômetros pra eu chegar na estação de ski de Farellones. Cheguei em um mirante. Resolvi que iria fazer uma parada mais longa para continuar a subida. Mas quando eu olhei para a montanha que a estrada seguia e vi o que eu teria que enfrentar tive que mudar de ideia. Essa seria a segunda parte de curvas cotovelos que a estrada faz. Era muito alto e muito íngreme. Jé eram três horas da tarde e com certeza eu iria levar muito tempo pra atravessar aquele trecho. Corria o risco de ficar sem luz pra voltar.

Comecei a pensar em tudo que eu tinha feito aquele dia e percebi que errei em alguns pontos. Pra começar sai muito tarde do hotel pra fazer o pedal. Deveria ter saído no minimo duas horas antes. Isso iria me ajudar em relação ao tempo. Também percebi que a distância do hotel até a montanha foi muito grande. Apesar da cidade ser praticamente plana, perde-se muito tempo para atravessa-la. Afinal você pedalar entre carros, pedestres, para nos faróis, tira uma foto, enfim… são muitas interferências. O peso que eu carreguei na mochila também foi grande. Eu teria que ter levado todo esse peso na bicicleta e não nas minhas costas.

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Fiquei pelo menos meia hora nesse local. Tirei algumas fotos, comi algumas bolachas e conversei com algumas pessoas que paravam lá para apreciar a paisagem também. Subi na bicicleta e com muita dor no coração comecei a descer a montanha. Infelizmente! Mas valeu muito ter subida até esse trecho e ter conhecido parte da montanha de bicicleta. Com certeza foi uma grande jornada. E da próxima não vou cometer esses erros e vou mais adiante. Com certeza!

O pedal foi de 82 quilômetros no total. Pra descer eu tive que colocar a outra luva que eu carregava na mochila e a toca na cabeça. O vento na descida é muito gelado. Minha saída do hotel foi as nove e meia da manhã e minha chegada a seis da tarde… praticamente o dia todo.

Aqui eu tenho um video de parte da descida e na fan page do facebook tem mais fotos e outros pequenos videos.

Espero que quem for fazer esse pedal suba um pouco mais que eu. Tenho certeza que vocês vão curtir muito fazer esse caminho. Quem quiser entrar em contato pra tirar alguma dúvida pode me mandar um e-mail. O endereço é blogandandodebike@gmail.com

Abraços e boas pedaladas.

 

Sobre andandodebike

Olá, meu nome é Mauricio Gouveia, sou ciclista e fotógrafo e nesse Blog vou contar um pouco pra vocês sobre os lugares que eu pedalo e, dessa forma, quem quiser pedalar nesses lugares terá um pouco de informação de como chegar, por onde começar, distancias, dificuldades e outros detalhes. Ajudem a compartilhar e divulgar esse Blog pra que mais pessoas aproveitem as dicas e peguem suas bikes pra fazer essas pedaladas que são muito bacanas e faz muito bem pra vida. Espero que gostem e por favor comentem e deixem recados pra me ajudarem a construir um lugar interessante de informações pra quem quer se divertir de bicicleta. Abraços. Mauricio Gouveia

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